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A AGENDA 2030 E AS LIÇÕES QUE VÊM DA ESCOLA PAULO CÂNDIDO DA COMUNIDADE RURAL DOS COQUEIRO

setembro 12th, 2019 · No Comments · Sem categoria

A convite de minha querida amiga professora e Regina Goulart, estive ontem pela manhã na Escola Paulo Cândido de Figueiredo, localizada na Fazenda dos Coqueiros à esquerda da Ilha da Barra no sentido Flora, da qual também é diretora.

Na verdade era para ter ido lá anteontem quando aconteceram dois eventos interessantes. Mas não consegui o tempo necessário.

Vou começar por anteontem, dia 10, terça-feira, quando aconteceram os eventos que não pude presenciar. Mas antes devo informar que ao chegar lá ontem, me foi apresentada a Princesinha do Café da escola, a pequena Laura Silva Fávaro (foto anexa).

A escola promoveu a “Culminância -término e apresentação para todos entenderem o que significa- dos Projetos “O Verdadeiro Herói” desenvolvido pela professora Gislene Vítor com alunos da Sala 1 onde estudam os alunos do 2º e 3º anos. E logo depois a Culminância do projeto “O Segredo das  Abelhas” desenvolvido pela professora Priscila Moutinho.com alunos de 5 anos da Educação Infantil.

É bom lembrar que todas estas atividades estão relacionadas à Agenda 2030

Tudo dentro da Agenda 2030 que é um Plano de Ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade, que busca fortalecer a paz universal. O plano indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e 169 metas, para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, dentro dos limites do planeta. Os ODS que significam “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015 composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.

CULMINÂNCIA DO PROJETO ‘A CULTURA DO CAFÉ””

Mas o que tem a ver todo aquele texto complicado acima, Agenda 2030, ODS’s, “Objetivos e metas” com pequenos infantes de uma escola rural como a Paulo Cândido de Figueiredo?

Muito a ver.

Fiquei apaixonado de ver uma garotinha me explicar por exemplo qual o “segredo das abelhas”. Por alguns minutos, gesticulando e falando sério, ela me explicou o papel das abelhas no eco-sistema, recolhendo o pólem e transformando-os em mel, um dos alimentos mais antigos da humanidade.

Perdi a palestra do engenheiro agrônomo Dr.Lucas Bartelêga, mas cheguei em tempo de ouvir seu colega, Dr. Alvimar Antonio de Araújo Vítor, ambos da Fundação Procafé de Varginha, conversando com cerca de 50 alunos de um metro de altura, espalhados por todos os recônditos de uma sala de aula.

O tema era “Profissionais do Agronegócio e Profissões relacionadas ao Setor Cafeeiro” dentro do Projeto de Culminância do Projeto investigativo “A Cultura do Café, ressignificando experiências campesinas” desenvolvido pela professora Cléia Nogueira da Silva  com alunos do 2º, 3º 4º e 5º anos do Ensino Fundamental.

O engenheiro agrônomo pacientemente explicou a pequenos alunos muito atentos, as transformações no campo com a chegada da tecnologia que de certa forma expulsou o homem da zona rural em função da diminuição de mão-de-obra primária com a chegada das máquinas. Mas enfatizando, por outro lado, que essa mesma leva de migrantes que foi para as cidades, retorna hoje ao campo para dirigir tratores de ultima geração, máquinas modernas e enfim, mantendo o ritmo frenético da produção agrícola pois mesmo as máquinas e até os robôs jamais agirão sozinhos se não tiver a ajuda do ser humano.

Sobre o café, o engenheiro ensinou que por ser o produto da “gema’, ou seja, a DNA de Varginha, todos tem que amar o café e fazer dele além do consumo de todas as formas, produto de impulso econômico sempre identificado com o município.

Plantio de Café e Cofee Break

Após a palestra, todos foram para o pátio interno da escola onde outra aula foi oferecida aos alunos. Pacientemente, como sempre, o agrônomo Alvimar mostrou como e feito o plantio do café, preparando a cova e depois retirando o plástico que envolve a muda para depois depositá-la na cova onde se transformará depois em um cafeeiro, ou um pé de café. Explicou também que aquela atividade era apenas um exemplo porque não é época de plantio, mas pedindo dedicação das crianças para tratarem bem as plantas.

Na sequência aconteceu o que todas as crianças mais esperavam. Um super lanche com guloseimas diversas á base de café tanto que até o bolo foi feito com agregados do café e a calda que o envolvia, decorados com grãos de café torrado que ao ser consumido espoucavam na boca como se fôssem amêndoas. Muito legal.

O bolo foi cortado por dois alunos, uma menina e um menino, eleitos de forma divertida como os mais bonitos da escola. E foi servido a todos por dona Lucelena Correia de Oliveira, servidora municipal de trabalha na escola, e responsável pela feitura do delicioso bolo cuja receita está em outra postagem que Jota Junior publicará.

Exposição de trabalhos

De cara não de podia deixar de elogiar as belas Mandalas à base de grãos de café, artesanato elogiável feito por crianças de 5, 6, 8 anos. O que mostra que realmente que o Brasil não dá certo por causa dos seus governantes, dos seus administradores de parte perversa dos seus funcionários e gestores públicos.

Vi crianças dando um tapa na cara dos grandões que transformaram o país deles numa das nações mais vis, corruptas e injustas do mundo.

Confesso a todos que me lêem e me acompanham nas redes sociais que pratico, que fiquei surpreso e só posso dar os parabéns à professora Regina, coordenadora do estabelecimento de ensino, à todas as professoras que ali trabalham.

Antes de deixar o local conversei com dezenas de mãos que ali também estavam, a maioria acompanhando seus filhos, e residentes nas redondezas da escola que recebe alunos das Comunidades Paradinha, Serra, Coqueiros, Anta e São José transportados pelo ônibus escolar que podia ser visto estacionado do lado da escola.

Todos gostam e elogiam o prefeito Antonio Silva, pois foi ele que na sua primeira gestão construiu e inaugurou a escola no dia 22 de junho de 1.991 quando a modernidade ainda não tinha provocado o êxodo rural, e também ele a ampliou,  reformou e modernizou quando novamente era prefeito pela terceira vez, cujas obras foram inauguradas no dia 16 de junho de 2015.

Durante o tempo  em que lá permaneci, vi um caminhão da prefeitura recolhendo o lixo da escola e depois seguindo em frente para fazer o mesmo em locais pontuais daquela região.

Na saída, fiz questão de dar uma vota pelo pasto imenso em volta da escola. Percebe-se que foi uma colônia de trabalhadores rurais de grandes dimensões pelo número de antigas residências tomadas pelo mato e abandonadas no tempo.

Entrei em algumas e pude ver uma a árvore que nasceu provavelmente onde era uma sala pois ainda resta uma velha poltrona rota a seu lado.

Noutra outrora residência, numa cozinha um pequeno pé de árvore nasceu exatamente onde a lenha que ardeu durante muito tempo, deve ter ajudado alguma “dona Maria” cozinhar para sua família. Um legado do áureo tempo das grandes fazendas de café, hoje cheia de pasto e com as antigas “casas dos colonos”, servindo de morada para ratos, cobras, lagartos e outros moradores daquela imensidão.

Acompanhem na série fotográfica como foi minha visita à Escola Paulo Cândido de Figueiredo na Fazenda dos Coqueiros, ontem, dia 11 de setembro de 2019, quarta-feira.

Esta publicação também poder será encontrada no Facebook/JotaJunior/Varginha/Fotos/Álbuns/As lições que vem da roça…, e também estará na próxima edição do Jornal O ARAUTO

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