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HORTA URBANA NO BAIRRO SANTA TERESINHA EM VARGINHA MOSTRA COMO ACABAR COM OS TERRENOS BALDIOS DA CIDADE E AINDA AJUDANDO A POPULAÇÃO CARENTE.

julho 2nd, 2020 · No Comments · Sem categoria

Quem passa pela rua Hélcio Rezende Ribeiro, a última do bairro do esquecido Bairro Santa Teresinha, vê uma cerca de palet’s de cerca de 50 metros e fica curioso para saber o que há por trás dela.

Fiz isso e me surpreendi.

 
Do outro lado acontece uma experiência fascinante que tenho muito divulgado e que é a saída para acabar com os terrenos baldios da cidade, sejam eles da prefeitura ou de particulares. E de quebra acabar com escorpiões, cobras, ratos e outros bichos e insetos. Também com despesas inúteis que se gasta para limpar terrenos baldios e abandonados e de quebra impedir que toquem fogo nestas áreas que tanto tem causado dano á saúde das pessoas, despesas para os bombeiros e dissabores para as comunidades dos seus entornos.
 
Atrás da cerca de palet’s, num terreno de cerca de meio hectare, um cidadão e sua família produz uma série de hortaliças num terreno pedregoso e inútil.
 
O terreno é da prefeitura e estava “inservível”.
 
Donizetti Roma Eduardo é o artista que transformou -lógico que com a família e ajudantes- uma área antes abandonada numa horta incrível.
 
Ele é auxiliado pela esposa dona Marlene e até vizinhas, pois mora em frente a plantação
 
Ali eu vi morango, feijão, alface, cebola, pitaia, agrião da água, beterraba, couve, cebolinha, salsinha, tomate e outras plantas diversas.
 
A água vem do Córrego São José que passa logo abaixo e o adubo que usa é orgânico. Me mostrou mas não deixou fotografar porque é segredo. E deve ser segredo mesmo porque ele planta hortaliças num terreno cheio e pedriscos.
 
Pensei: Esse sujeito está ensinando o jeito de acabar com os terrenos baldios da cidade. será que nalguém percebeu ou perceberá isso?
 
Para mostrar a mágica que Donizetti está fazendo, resolvi transformar tudo aquilo numa bela reportagem que também será manchete na próxima edição do jornal O ARAUTO e vai publicada também no Blog do Jotinha.
 
Tudo tem apenas três meses. E Donizetti me disse como tudo começou.
 
– Eu trabalhava numa fazenda há mais de 20 anos. O dono vendeu, eu tive que sair e perdi tudo o que eu tinha lá, pois plantava, gosto disso e sou apaixonado pelo meu trabalho. Fiquei desempregado, sendo dinheiro e como hoje eu moro aqui no bairro, ali em frente, eu vi este tereno vazio, abandonado, cheio de mato, onde de vez em quando colocam fogo, e pensei: vou ver se me arrumar esta área para eu plantar hortaliças.
 
Ele me disse que verificou o solo e achou que ele é realmente cheio de pedriscos. Mas pensou: Eu tenho fé que este solo vai produzir frutas, verduras e legumes.
 
Donizetti contou sua história para o vereador Marquinhos da Cooperativa bem como de seu desejo de plantar no terreno baldio. Marquinhos, o da Cooperativa, o levou até outro Marquinhos, o Batista, Chefe do setor de Relações da Prefeitura com a Comunidade. Me disse que Marquinhos Batista achou a idéia muito positiva e todos foram a outro Marquinhos, o Foresti, Secretário Municipal de Agricultura.
 
Foresti aprovou a idéia e conversou com o então prefeito Antonio Silva que autorizou a cessão do terreno em comodado, com o que Donizeti pode usá-lo durante todo o tempo em que ele estiver disponível, para plantar hortaliças.
 
Às suas próprias expensas e com muita dificuldade, foi montando a sua horta buscando a água necessária no córrego através de “uma bombinha” que instalei lá.
 
E lá embaixo, sem ferir nenhum protocolo ambiental, pitais se misturam com a vegetação e na água do córrego domina o agrião d’água em grande quantidade.
 
Conversei bastante com eles. Dona Marlene está eufórica dentro da sua humildade e mesmo com a limitação financeira. Mas cuida com carinho da plantação de morangos que já começa a dar frutos.
 
O que pretende agora é melhorar o manejo da terra e dos canteiros e para isso precisa de da ajuda de algum agrônomo. Fica aí a sugestão para alguém da EMATER dar uma mão para o Donizeti para ele identificar melhor o solo em que montou sua hortas de forma a ocupar melhor o espaço e plantar com mais possibilidade de êxito.
 
E uma dica para a própria prefeitura, cujo secretário da Agricultura é agrônomo. Fazer da iniciativa do Donizetti um exemplo e modelo que posse ser disseminado por toda a párea urbana da cidade quando centenas de terrenos baldios, perigosos, danosos que servem como um estorvo para a cidade, se transformarem em Hortas Urbanas.
 
Poderia isso virar um programa da Secretaria de Agricultura desenvolvimento uma política especial para cuidar desse nicho que é uma saída.
 
E para o Chefe de Relações da Prefeitura com as Comunidades, Marcos Batista, uma idéia também para reunir moradores de regiões próximas ou até vizinhos de terrenos baldios e abandonados, que gostariam de plantar para seu consumo e até para seu sustento nestes tempos magros de nossa economia.
 
– Meu sonho é que daqui uns meses eu esteja produzindo bastante aqui. Quero fazer doações para entidades carentes e a primeira vai ser para o Asilo São Vicente me disse finalmente um Donizeti entusiasmado e uma dona Marlene e feliz.
 
Mas tristes de outra forma pela invasão de vândalos que assaltam a horta e prejudicam todo o seu trabalho.
 
Lógico que eles fizeram questão que eu escrevesse aqui que eles são gratos ao trio de Marquinhos, o da Cooperativa, o Barista e o Foresti, que proporcionaram a ele recomeçar do zero num terreno urbano, as suas hortas.
 
De minha parte, eufórico com o que vi, faço o que posso no momento. Divulgar essa bela experiência do casal Marlene e Donizeti, insistindo que alguém de sensibilidade dê atenção á esta horta que é saída.
 
A própria Cooperativa Minasul que diversifica dia a dia suas atividades ligando-se também a ações sociais, poderia dar atenção a esta iniciativa, assim como, fica o convite para empresas que queiram de alguma forma apoiar esta proposta que é exatamente o que o mundo moderno precisa.

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