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MINHA HOMENAGEM AOS PERNAMBUCANOS QUE ESCOLHERAM VARGINHA PARA VIVER

agosto 14th, 2020 · No Comments · Sem categoria

Como todos vocês já sabem
Eu sou o Tracajá danado
Faço rimas de montão
Não como nada enrolado
Hoje são os pernambucanos
Quem estão nos versos rimados.

Sei que além dos cearenses
Sobre os quais eu já trovei
Paraibanos e potiguares
Maranhenses eu gravei
Aqui também tem sergipanos
E tem alagoanos bem sei.

Mas hoje eu quero trovar
Sobre os imigrantes pernambucanos
E prá homenagear aquele estado
Em trovas já vou citando
Não foi Cabral nosso descobridor
Isso eu já vou declarando

Há registros que Duarte Pacheco
Chegou à Costa Brasileira
Em 1.948
Mas a narração não é verdadeira
Pois foi Vicente Yanez Pinzón
Que descobriu nossa fronteira

E foi lá em Pernambuco
Na Baía de Suape
Em 26 de janeiro de 1.500
Essa verdade não tem escape
Foi um espanhol que descobriu
O bravo povo guararape

A história escreve que foi
Pedro Alvares Cabral
Que descobriu o Brasil
Mas ela mente muito mal
Pinzón foi quem chegou primeiro
Cá no nosso litoral.

Para finalizar esta bagaça
Vou dizer qual lugar é
Foi lá em Santo Agostinho
Na Vila de Nazaré
Não foi Cabral, foi Pinzón
Que aqui primeiro pôs o pé.

Posta esta explicação
Que acho muito interessante
Lembro que Pernambuco
Tem significado fascinante
Foi rica e famosa capitania
Desde o primeiro instante

O pernambucano sente alegria
Pois teve uma grande sorte
De nascer em Pernambuco
Que é um estado muito forte
Guerreou bastante este povo
Chamado de Leão do Norte.

Corajoso e combativo
É o povo deste estado
Lutou em muitas guerras
Deixando o seu legado
Na Batalha dos Guararapes
Tombou foi muito soldado

Na Insurreição Pernambucana
Este bravo povo altaneiro
Lutou na Guerra dos Mascates
Ate momento derradeiro
Pois foi do pernambucano
Que surgiu o exército brasileiro.

A organização que mostrou
E é uma lembrança que cativa
A forma como lutaram
E a história mantém vida
Fez surgir o nosso exército
Com sua farda verde oliva.

Trovar sobre Pernambuco
É um prazer prá o cordelista
Falar de um grande estado
Que teve famosos artistas
Com um passado de glórias
De vitória e muita conquista.

Só para mencionar alguns
Lembro do Rei do baião
Foi na cidade de Exu
Que nasceu este campeão
Luis Gonzaga na sanfona
Não teve competição

Aqui em Varginha tem gente
Que veio lá de Serra Talhada
Cidade do cangaceiro Lampião
Que viveu sob forte emboscada
Que preparavam os volantes
Na política daquela quebrada

Seu nome era Virgulino
Que viveu com Maria Bonita
De Padim Ciço era devoto
O registro está na escrita
Foram todos os dois degolados
Encerrando a sua desdita

A 18 quilômetros dali
Numa pequenina cidade
Que chama Calumbi
Uma simpática comunidade
Onde nasceu Agenor Pereira.
Um sujeito de muita vontade

Chegou há muito em Varginha
Vendendo tecido e panela
Tudo dentro de um carrinho
E comendo mortadela
Saia vendendo pela cidade
Em avenida, rua e ruela.

Lutou muito sêo Agenor
Foram anos de dedicação
Até que montou um negócio
Vendendo carne de sol e feijão
E assim criou sua família
De acordo com sua tradição

Aqui em Varginha sêo Agenor
Ficou conhecido como Pajeú
Era de Calumbi é verdade
Mas tem gente de Caruarú
Que é devoto de Padim Ciço
E do Baião de Exú.

Lembrei de sêo Agenor
Mas tem muito pernambucano
Que se apaixonou por Varginha.
E para aqui foi chegando
Casou-se e criou seus filhos
E aqui até hoje morando.

Não vou lembrar de todo mundo
Que escolheu Varginha para morar.
Mas do Carlos, o Gomes e Dedé,
Inda consigo me lembrar
E também do querido Cição
Que resolveu nos deixar.

Cada qual na sua faina
Pois são todos comerciantes
Não importa o tipo de venda
Empresário, botequeiro ou feirante
São alegres, e sempre dispostos
Sempre sorrindo a cada instante.

Desculpem pelo nome de todos
Eu não conseguir mencionar
Mas vale esta homenagem
Que em trovas resolvi rimar
Fazem parte da nossa cidade
É aqui que resolveram ficar

Ih caramba, quase me esqueço
Do pessoal de Belém de Maria,
De Agrestina e de Catende
Que certa feita, um dia
Resolveram vir para Varginha.
E vivem até hoje em alegria.

Aqui tem gente de Arcoverde
E também lá de Garanhuns
De Cupira tem muita gente
Lagoa dos Gatos, alguns
Pode haver mais alguém
Mas não lembro, nem tchuns.

Assim como João Cabral de Melo Neto.
Pernambuco teve gente de valor
Quem não sabe quem é Frei Caneca
Manuel Bandeira, Clarice Lispector?
Também José Ermírio de Morais.
Foi pernambucano sim senhor.

Até Norberto Odebrecht
Antonio de Queiróz Galvão.
Luis Inácio Lula da Silva.
São da terra de Lampião
Até Joaquim Nabuco
Também nasceu naquele chão.

E assim meu caro amigo
Você que é pernambucano
Que escolheu a nossa cidade
E aqui está pelejando
Receba esta homenagem
Deste que está trovando.

Vocês são valorosos
Cada qual no seu trabalho
Não tem dia, não tem hora
E no sol é no orvalho
Lá está o pernambucano
Seja ele jovem ou grisalho.

E vou encerrando estas rimas
Pois do cordel sou veterano
Desejando a cada um de vocês
Pois cada qual é soberano
Paz, saúde e felicidade
Ao bravo povo pernambucano.

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