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RECEBI VISITA ILUSTRE EM MINHA CASA

novembro 6th, 2019 · No Comments · Sem categoria

Há anos os mórmons construíram uma capela em Varginha: é a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. No começo, dois rapazes norte-americanos começaram a serem vistos pela cidade com uma pastinha, andando a passos largos por todos os recantos da zona urbana.

Se atiçou a curiosidade popular, imaginem a minha. Sempre estive desejoso de saber mais sobre esta comunidade religiosa que se estabeleceu em Varginha, e como vemos, cresceu bastante pois hoje são muitos jovens a percorrerem a cidade sempre em passos rápidos e com determinação e agilidade. Hoje além dos norte-americanos, existem jovens de vários países da América Latina, inclusive do Brasil, até de Varginha.

No episódio em que me pediram para ajudar  o garotinho Yúri que perdeu a mãe que faleceu de Meningite (morava no Parque Eliane) e foi morar com a avó, dona Claudinéia, na parte baixa do bairro Cruzeiro do Sul, fiz uma campanha aqui em minhas redes sociais, que foi vitoriosa. Numa visita que fiz à humilde residência de dona Claudinéia, que vive sozinha e sem recursos, atestei o tamanho da generosidade do povo varginhense, principalmente de meus amigos e amigas do Facebook que acorreram ajudar a família, doando muita coisa ao garoto. Desde alimentos, à guloseimas, roupas e outros objetos diversos.

Numa visita à essa morada, encontrei lá dois hélderes (denominação hierárquica) e disse a eles do meu desejo de conhecer mais sobre sua igreja.

Queria marcar uma visita á Capela varginhense até para informar à cidade quem são eles.

Minha surpresa foi quando recebi a visita do casal Antonio Carlos e Gislaine, varginhenses, e os hélderes Elmer (norte-americano) e Eslamano (peruano).

Os recebi com alegria pois são do bem. E bota bem nisso.

Antonio Carlos me fez uma dissertação sobre o nascimento da Igreja.

COMO COMEÇOU

A Igreja de Jesus Cristos dos Santos dos Últimos Dias, cujos membros são chamados de mórmons, foi organizada em 1.830 por Joseph Smith no Estado de Nova Iorque, nos EUA seguindo os princípios da ordem de Jesus Cristo aos seus Discípulos: Ide por todo o mundo” (Marcos 16:15. A Igreja em seguida estabeleceu-se no Canadá, na Grã-Bretanha, nas Ilhas do Pacífico e na Europa Continental. Hoje, 189 anos depois, a Igreja tornou-se uma fé cristã mundialmente próspera, estando presente em todos os países do mundo que permitem a diversidade religiosa.

Antonio Carlos me explicou que por ter suas origens nos Estados Unidos, a confundem como sendo uma igreja norte-americana. Conforme ele, o evangelho de Jesus Cristo é para todas as pessoas e mais da metade dos membros da igreja vive fora dos Estados Unidos. Tanto que todas as publicações da Igreja estão traduzidos em mais de 180 idiomas de todo o mundo.

Antonio Carlos prosseguiu me informando pormenores da vida da igreja durante um bom tempo, que passei ouvindo-o curiosamente.

A Igreja é liderada nas cidade por membros locais sob orientação de autoridades da Igreja. Os ensinamentos da Igreja de Jesus Cristos dos Santos dos Últimos Dias são “amar ao próximo e a servi-lo”,  a “obedecer à lei e serem cidadãos ativos no país em que vivem.

Para os mórmons, a família é a unidade mais importante de sua sociedade. Por acreditarem que a união familiar é indissolúvel mesmo após a morte, os membros da igreja dão grande prioridade para as atividades familiares significativas. Que vão de orações diárias, estudo das escrituras e uma vez por semana, em noite reservada, desfrutam de um debate espiritual e educacional, prestando serviços e se divertindo juntos.

Para eles, os mórmons, o templo é o lugar mais sagrado na terra e é fonte de força espiritual, pois é considerado a Casado Senhor.

SERVIÇO HUMANITÁRIO

Os membros da Igreja seguem Jesus cuidando dos pobres e dos necessitados. Os esforços humanitários da Igreja oferecem esperança a milhões de pessoas em todo o mundo, que lutam contra a pobreza, a doença, os conflitos civis e o desespero. Ela, a Igreja, presta esses serviços independente da raça, nacionalidade ou religião.

Nos desastres que se verificam por todo o mundo, sejam naturais ou provocados pelos homens, a Igreja mórmon responde com doações de alimentos, roupas, medicamentos e outras formas de assistência de emergência em todos os lugares do mundo, sem distinção. Também oferece imunização, treinamento de reanimação neonatal e tratamento da visão. Distribui cadeiras de rodas em todo o mundo e em parceria com outras instituições, trata de purificação da água e outras iniciativas que atendam às necessidades locais específicas.

Por fim, após conversarmos por horas a fio, sob uma gostosa mesa de café com quitutes servidos por dona Marisa, minha sagrada esposa, Antonio Carlos e Gislaine destacaram que a Igreja enfatiza a aprendizagem ao longo da vida e a aquisição de toda a instrução possível. Reconhece que a Educação e a Alfabetização como a chave para o crescimento pessoal, a construção e constituição de famílias fortes para poderem fazer as contribuições significativas à sociedade. Por essa razão, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias administra escolas, faculdades e universidades e investe em um programa de ensino religioso para a juventude.

E meus visitantes não sairiam sem um oração. E por minha indicação, coube ao jovem peruano Eslamano fazê-la. E a fez profundamente, demonstrando a doação e a vitalidade religiosa do jovem mórmon, que certamente ao vencer seu período de evangelização de dois anos aqui no Brasil, retornará a seu país assumindo normalmente suas ações e atividades pessoas e sociais na sua cidade, próximo à capital, Lima, mas sendo um esteio da Igreja no seu país.

Disse aos meus visitantes que foi um grande prazer recebê-los. Informei-os que sou cristão católico, e tenho um exemplar da bíblia na cabeceira da cama.

Antonio Carlos me agradeceu a receptividade e disse que para eles é sempre um grande prazer, até porque é missão, pregar e evangelizas pessoas que os ouvem e se identificam com seus princípios.

No meu caso, matei a curiosidade sobre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, passando a saber do trabalho maravilhoso que

os mórmons fazem no mundo inteiro. Um trabalho anônimo dirigido aos necessitados, aos rejeitados, perseguidos, judiados, mutilados razão de eu passar a respeitar esta instituição religiosa.

E foi bem assim!

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