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SUCESSÃO MUNICIPAL EM VARGINHA: ENTREVISTA COM O DR. VISMÁRIO CAMARGOS MOSTRA UM MÉDICO COM AMPLO CONHECIMENTO POLÍTICO

setembro 2nd, 2020 · No Comments · Sem categoria

Provável candidato a vice-prefeito na chapa de Zacarias Piva, o médico Vismário Camargos de Freitas foi o meu entrevistado na semana passada.
Fui conversar com o profissional de medicina e encontrei um político profundamente instituído, conhecedor de todas as nuances do município e severo crítico da inércia que se abateu sobre Varginha de uns tempos para cá, tirando-lhe de confortável posição de vanguarda, na própria medicina e na economia, acusando a falta de planejamento e de visão administrativa dos últimos administradores municipais.

Vismário Camargos de Freitas é médico cirurgião cardio vascular, fundador do Instituto de Intervenção Cardiovascular – MinasCardio e tem forte atuação na área da saúde com demandas na área social. É um dos médicos mais admirados e benquistos da medicina mineira. Responsável por construir uma sólida carreira em Varginha e região, exerce papel fundamental na sua especialidade.
Profissional munido de reconhecida capacidade, Dr. Vismário é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia. É também membro Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardíaca. Participou e participa de conferências e simpósios médicos nacionais e internacionais. É viajado e conhece a realidade de muitos países. Experiências que podem ser tiradas para serem implantadas em Varginha conforme ele.
Mas nada melhor que ser reconhecido dentro da comunidade onde reside e atua. Até por isso recebeu da Câmara Municipal de a Comenda do Mérito de Medicina e Saúde Municipal.
Postas estas informações, importantes para o eleitorado conhecer quem quer exercer a função de vice-prefeito, saliento que me surpreendi com o profundo conhecimento que o Dr, Vismário demonstrou ao responder a minhas perguntas sobre o que ele pensa de sua cidade e o que ela precisa para retornar aos áureos tempos em que Varginha comandava o Sul Mineiro, função hoje exercida por Poços de Caldas, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí e até a pequena cidade de Extrema, exemplos que ele próprio citou.
FICANDO PARA TRÁS
– Não é por causa da BR, por causa da localização ou outros motivos que queiram usar para justificar a perda da hegemonia regional que abateu-se sobre Varginha. BR temos duas, uma a 18 quilômetros e outra que corta a cidade. Assim como temos também uma rodovia estadual que é a MG-167. Somos o centro de uma boa malha viária portanto. Temos universidades, escolas superiores dos mais variados segmentos, um Porto Seco de Importação e Exportação e vários outros atrativos, logicamente sendo o principal deles a equidistância de 300 quilômetros dos três maiores centros comerciais do país que são Rio, São Paulo e Belo Horizonte.
Dr. Vismário lembrou ainda do Café, cuja hegemonia perdemos para Três Pontas por falta de políticas públicas. E isso é comprovado conforme ele pelo fato da cidade sediar o Centro do Comércio de Café de Minas Gerais – CCCMG, a Fundação Procafé, única no país a estudar avanços do produto, o Sicoob Credivar que é uma instituição financeira de credibilidade estadual e nacional, nascida que foi das hostes cooperativistas da Minasul, uma das instituições mais robustas do gênero em todo o país. Aqui carecemos incrementar o setor, alargar horizontes e preparar a cidade para que o mundo do café faça a sua parte.
– Eu como médico e acredito que vários outros colegas de medicina também, participamos de conferências, encontros, simpósios nacionais e internacionais que poderiam ser realizados aqui em Varginha. A cidade é famosa lá fora pelo que foi no setor de Medicina há algumas décadas passadas. Deixamos escapulir por entre os dedos essa importância estratégica que tínhamos. Mas isso também ocorre com o café. Fiquei sabendo que empresários, produtores, classistas, autoridades, técnicos e demais integrantes do agronegócio café tiveram ir para Campinas no Fórum Mundial do Café porque Varginha não comporta receber um grande número de participantes. E era para ser aqui, na cidade. Estudiosos e empresários do mundo inteiro debateram os rumos da produção no país e no mundo.
O Setor privado faz a sua parte. Temos bons hotéis com muitos leitos, restaurantes de nível, enfim uma logística do segundo setor está aí mas falta a presença de uma prefeitura ágil que acompanhe o avanço dos tempos. A competição é grande, a demanda está aí a crescer todos os dias. Não pode haver na administração pública, repito, a prática do compadrio, da velha política. Quantos empregos perdemos? Quanta gente está aí desesperançada querendo trabalho e o município não pode oferecer.
INDUSTRIALIZAÇÃO
– Como trazer indústrias, perguntei ao Dr. Vismário.
– Trazendo. Pouso Alegre está recebendo grandes investimentos e abrindo milhares de postos de trabalho. Vejam ocaso de Extrema. A visão administrativa dos últimos prefeitos de Extrema -e temos acompanhado isso-, transformou a pequena cidade de 34 mil habitantes na mais rica do Sul de Minas. Essa posição já foi de Varginha em um passado próximo. Indústrias existem, e aos montes. mas o prefeito tem que ir atrás desses empreendimentos.
Há ainda o exemplo de Santa Rita do Sapucaí também. Com administrações ousadas, modernas, enxergando lá na frente. a cidade é hoje conhecida como a capital do Vale da Eletrônica. Que consegue realizar uma Feira do Café oferecendo uma centena de produtos feitos à base do fruto e da sua borra, como perfumes, bebidas, doces pois o café além de ser o principal produto do agronegócio em Minas Gerais, também é utilizado como base em outro segmentos, tanto na alimentação quanto em cosméticos. A força da cafeicultura movimenta a economia em diversa frentes de negócios. Ficar esperando cair do céu ou torcendo para que um empreendedor da cidade realize grandes investimentos não basta. E olhem que em Santa Rita não é produtora de café.
Quando digo que perdemos a hegemonia, significa que perdemos indústrias, empreendimentos de vulto, empregos e renda para nossa população. O desemprego grassa hoje em nossa cidade. Os demonstrativos mostram uma farta população desempregada, uma juventude sem norte e sem perspectivas porque lhes falta o emprego. E é o trabalho que dá sustento às famílias e dignifica um lar. E move uma cidade.
Felizmente Varginha tardiamente enxergou isso e mas já realiza eventos semelhantes. O que estes segmentos precisam é de apoio para serem incrementados ao ponto de serem além de uma opção turística nacional e porque não internacional, fonte econômica geradora de empregos nos variados nichos produtivos que se originarão deste rico segmento.
Mas precisamos evitar que o império da velha política -que agora vemos mais do que nunca instalado na prefeitura – continue a promover a estagnação da cidade.
– Vejam as obras que temos, diz Dr. Vismário!
a)- Aplicação de uma fina camada asfáltica em 130 ruas e avenidas da cidade conforme foi anunciado pela própria prefeitura. O custo disso foi R$ 26.500,000,00 que o Antonio Silva emprestou da Caixa Econômica Federal para ser pago pelos próximos prefeitos.
c)- Toda a obra da rotatória do Santa Maria que já deveria ter sido construída há muito tempo, deve ter dinheiro do Fundo Municipal de Saneamento que é inundado graças à Lei Piva que instituiu uma taxa de indenização da Copasa de 3% -que o governo estadual passou para 4% porque foi inédita e conquistou todo o estado-, iniciativa do nosso pré-candidato a prefeito Zacarias Piva. Uma espécie de royalties que obriga a Copasa a indenizar a cidade pela captação da água que vende, do Rio Verde em terras varginhenses.
c)- Pintura e reforma de algumas praças da cidade. Oras, temos dezenas e dezenas de praças, logradouros, jardins, parques, o zoo que carecem de atenção o ano inteiro. A praça é ou deveria ser, o segundo lar das nossas crianças, das nossas famílias. É um trabalho que tem que ser feito o ano inteiro e não somente em época de eleição como vem ocorrendo agora e todos estão observando.
Sobre o fato de ter sido adversário de Zacarias Piva nas eleições legislativas de 2014 quando ambos concorreram a uma cadeira na Assembléia.
– Concorremos a uma cadeira na Assembléia, mas os dois com a proposta de representar Varginha e a região. Nossos ideais e metas eram as mesmas. E continuam sendo. Não nos elegemos mas ganhamos experiência, cancha, fizemos muitos contatos, fizemos grandes amigos e agregamos o conhecimento que conquistamos à nossa bagagem política pessoal. Hoje juntamos nossas forças em prol de mudanças. Varginha carece de uma transformação em sua forma de ser governada principalmente.
Veja que enquanto a futura prefeitura já foi loteada pelos praticantes da velha política, cada qual com seu quinhão de pastas (secretarias) para as quais certamente já tem nomes de antemão indicados, logicamente cabos eleitorais. Imaginam o que isso vai virar? Precisamos de profissionais competentes, técnicos e pessoas dinâmicas e compromissadas com o resultado final de uma gestão que é o progresso e o desenvolvimento da cidade com o consoante bem estar da nossa população.
– Não sou eu que digo, pois basta analisar as secretarias que existem na prefeitura. Muitas estão acéfalas, sem nenhum resultado mas com orçamentos garantidos. O Zacarias nem se preocupou com isso. Primeiro as eleições e se formos premiados com a distinção do eleitorado, aí então vamos buscar as pessoas certas para os lugares certos.
-Não podemos continuar acomodados, praticando a política do toma lá dá cá. Isso não existe mais. E quem sai prejudicado é o nosso povo, pais desempregados, mães desesperançadas e jovens sem perspetivas e nem oportunidades. Se isso persistir, onde iremos chegar? Onde isso irá desembocar. Como farão nossos filhos e netos. Que cidade deixaremos para eles? É bom que a população pense muito nisso.
APOIO POLÍTICO
– Estive dia desses com o senador Rodrigo Pacheco e com o deputado Bilac Pinto. São ligados ao governo federal e ao governo estadual. Apoiaram estes dois governos. Quando o governador Zema estava lá embaixo nas pesquisas e veio a Varginha se reunir com seu apoiadores no Clube de Varginha, o Zacarias foi um dos poucos que lá estiveram. Talvez o único vereador. E isso foi percebido pelo governador. E vamos cobrar isso. Fomos parceiros desde a primeira hora. Isso vai pesar muito no relacionamento de nossa prefeitura com o governo, tanto estadual quanto federal. Teremos apoio logístico em Belo Horizonte e Brasília. Vamos correr atrás.
– Temos -continuou ele- junto com as questões da Saúde, Educação e outros setores importantes da vida da cidade, grandes problemas para resolvermos e com urgência. Temos que ligar muitos bairros um ao outro facilitando a mobilidade urbana barateando o transporte e facilitando a vida de todos.
– Precisamos terminar a duplicação da BR 491 de Varginha até o Ribeirão Palmela. Vejam quantas rodovias convergem para este trecho vindo de dezenas e dezenas de cidades importantes do Sul e do Sudoeste mineiro e até de parte de São Paulo. Estamos afogados, precisamos de ar, de oxigênio. E não vemos ninguém lutando por isso, brigando por isso.
– Precisamos tirar em decorrência, o tráfego de mais de 15 mil veículos de dentro de Varginha pela BR 491 e a MG 167, trechos chamados de Avenida do Contorno. Há dinheiro para tudo isso. O Zacarias mesmo já esteve duas vezes no Ministério dos Transportes onde há fartos recursos disponíveis para Mobilidade Urbana. Temos uma prioridade, a perimetral é urgentemente necessária, e precisamos elaborar um projeto para levarmos até aquele ministério. Teremos o apoio de vários deputados que apoiam a candidatura do Zacarias. Será imprescindível também o apoio do senador Rodrigo Pacheco.
PARADA NO TEMPO
Pedi ao Dr. Vismário que me expusesse uma situação drástica de paralisia da cidade, e que mostrasse além das várias outras que citou, que fosse exemplar e dissesse respeito ao setor, da medicina.
– Em 1.975 o dr Mário Frota que era Hematologista juntamente com o bioquímico Dr. Milton Frota, montaram um Hemocentro em Varginha. Vejam bem, naquela época, há 45 anos já tínhamos o nosso Banco de sangue que funcionou até recentemente na Clínica Milton Frota.
– O ex-governador Fernando Pimentel que fez uma lastimável gestão frente ao governo do estado, resolveu desativar o Hemocentro ao decidir que os bancos de sangue seriam responsabilidade do estado.
– E o que fizeram? Nada! O correto era defender junto ao governo que o Banco de Sangue de Varginha fosse desativado após construir outro para substituí-lo. Ninguém moveu uma palha. Nem a prefeitura e nem nossos representantes tanto na espera estadual quanto na federal.
Dr. Vismário lembra que hoje veículos da prefeitura vão e vem a Poços de Caldas três a quatro vezes por dia em busca de sangue numa viagem que dura cerca de 6 horas e custa aos cofres municipais mais de R$ 200 mil por mês. Hoje dependemos de Poços de Caldas. E se tivermos um paciente em estado de urgência emergência carecendo de sangue, ele não vai poder esperar 6 horas para receber o sangue para a transfusão.
SUCESSÃO NA PREFEITURA
Dr. Vismário é presidente do Democratas, um dos partidos que integram a aliança em torno da futura candidatura Zacarias Piva à Prefeitura de Varginha. E além da sua sigla, também estão na coligação o PSL, partido de Piva, PATRIOTA, PTC, PL, REPUBLICANOS E PDT.
– Estamos com 7 partidos coligados mas estamos conversando com o Cidadania e o MDB. Temos propostas de futuro, com o pé no chão, de mudar esta velha política que já está aí há mais de 20 anos.
– Ou aproveitamos agora para seguir o exemplo do Brasil e de Minas que acreditaram na nova política ou teremos mais um período de estagnação de nossa cidade que já perdeu muito e caminha para o meio da fila, podendo perder mais posições, quando ela já esteve lá na frente.

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