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VARGINHA; BAIRRO ALTO DA FIGUEIRA II: QUE SITUAÇÃO!

fevereiro 8th, 2018 · No Comments · Sem categoria

Tenho que comentar isso aqui.

Uma senhora me contatando agorinha pelo Messenger lá do Alto da Figueira II, bairro que fica após o Sagrado Coração, já no “caminho da roça”. Deixou o trabalho às 5 e só chegou á sua casa às 7,20 porque o ônibus da Autotrans não parou para ela porque estava lotado demais e não cabia mais gente.

Aí eu pergunto: Que culpa tem esta senhora se a empresa comete este tipo de crime contra o contrato de concessão, contra o ser humano e contra uma trabalhadora e contra uma mãe aflita para ver como está sua família?

Se a empresa não tem competência para cumprir o contrato que assinou com a prefeitura, suma daqui. Desapareça da cidade e dê lugar para quem tenha competência, estrutura e seriedade.

Bota mais ônibus. Não dá? Então desapareça da cidade. Varginha não é mais lugar para picaretas, para aventureiros. Logo uma empresa de renome como o Grupo Turilessa? Que é isso minha gente!

E a prefeitura? Mete a caneta nestes caras prefeito. Multe, faça pesar no bolso. Parece que aí a coisa vira!

Voltando à minha interlocutora, vejam que tristeza me relata
a pobre mulher.

Dia desses,mais ou menos neste horário que estou escrevendo isso aqui, meia noite, um membro de sua família se sentiu mal e teve que ser levado até a UPA. Mas como?

Ela não tem carro,e é pobre. Conseguiu comprar um terreno onde fez uma meia água para morar até que consiga ir construindo uma casa de verdade.

Celular para chamar um táxi -porque ônibus não tem nem durante o dia porque nem param por estarem cheios- tem quatro na família. Mas chamar táxi como? Não há sinal de celular. Não há como “falar com o mundo lá fora”.

A saída é andar pelo bairro á meia noite e meia, procurando um filho de Deus que tenha um carro e que se digne levar seu filho até a UPA, onde, aliás, mais tarde, foi muito bem atendida me diz a chorosa mulher.

– Estavam pondo uma tôrre de celular aqui mas a obra foi embargada pela prefeitura, me disse ela.

– Sêo Jota, estamos abandonados aqui. A vida já é difícil, morando longe do centro e do meu trabalho. O ônibus como eu disse – e atrasado-, me abandonou no ponto porque estava muito cheio. Tudo bem, demorei duas horas para chegar na minha casa. Mas e seu eu precisar de novo de hospital, da Upa? A gente ainda tem que ouvir resmungo do vizinho porque acordamos ele a 1 da manhã para pedir um favor. Lá isso é vida sêo Jota?

– Quando o senhor tiver uma oportunidade, publique isso que eu falei para o senhor. Vai ajudar a gente muito.

E foi assim que ela terminou seu recado no Messenger para mim.

Que dó que fiquei desta senhora.

Por isso estou escrevendo o que ela me pediu agora, que já são 10 minutos passados da meia noite. Esperando que nada de grave aconteça nem com a família desta triste senhora, e nem com qualquer outro morador daquela região porque é complicado até para chamar um táxi para socorrer alguém com problema médico.

Fica aqui o apelo para o prefeito Antonio Silva verificar essa situação de penúria deste moradores do Alto da Figueira III, e creio que no seu entorno também.

Um bairro novo num lugar tão bonito, no caminho da roça, cortado pela majestosa Avenida dos Tachos, mas abandonado do resto da cidade por falta de transporte decente e comunicação.

Eu escrevi à ela que sou um simples jornalista e faria a minha parte como estou fazendo. Acontece toda hora e todo dia estes pedidos à mim. Me sinto impotente ante estas esdrúxulas situações.

Espero que ao menos dêem atenção a este lamento desta senhora porque certamente traduz a situação de muita, mas muita gente mesmo que tem o mesmo problema.

A região inteira tem admira Varginha pela sua estrutura forte, administrada por um prefeito sério, austero e zeloso. Mas como fica se souberem que há “ilhas” residenciais na cidade passando por este triste problema?

Fica aqui portanto, enfatizada a situação dos moradores do Alto da Figueira II, que pagam seus impostos, ali residem buscando a realização de seus sonhos, curtindo suas famílias na casa própria construída com muita dificuldade. E no entanto são infelizes por problemas adversos, de fora, que entristecem até a gente.

É isso aí!

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